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Alvorada Perfil – A carreira de Ney Matogrosso

• 06/08/2022 • Ney Matogrosso

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Créditos da Imagem: Beatriz Damy/ AgNews

Ele foi considerado pela revista Rolling Stone como a terceira maior voz brasileira de todos os tempos. Além de cantor, ele também é ator, compositor e dançarino. Uma personalidade que marcou época na música e revolucionou todo o cenário no país. Conheça agora a trajetória de Ney Matogrosso.

 

INFÂNCIA

Filho do militar Antônio Matogrosso Pereira e Beita de Souza Pereira, Ney teve uma infância nômade, mudando de cidade com frequência.

Desde cedo, ele demonstrou dotes artísticos. Cantava, pintava e interpretava.

Por ter o sentimento de ser incompreendido pela família e diferente dos outros meninos, a juventude do cantor foi marcada pela solidão, já que não tinha muitos amigos.

 

JUVENTUDE

Aos 18 anos, assumiu ser homossexual, e decidiu deixar a casa da família para ingressar na Aeronáutica.

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Na ocasião, ele ainda estava indeciso quanto ao caminho que desejava seguir. No entanto, sempre teve paixão pela arte, e cantava em bares e cabarés da cidade natal.

Pouco tempo depois, desistiu de servir as Forças Armadas e se mudou para Brasília.

Após alguns anos, foi convidado para participar de um festival universitário, onde chegou a formar um quarteto vocal. Depois do festival, atuou dançando e cantando em um programa de televisão.

Por querer se profissionalizar no teatro, deixou a Capital Federal e desembarcou no Rio de Janeiro em 1966, onde passou a viver da confecção e venda de peças de artesanato em couro.

Ney Matogrosso - LETRAS.MUS.BR

 

INÍCIO DE CARREIRA

Nessa época, conheceu o produtor musical João Ricardo, que procurava um cantor de voz aguda para um conjunto musical.

Foi aí que Ney entrou para o grupo “Secos e Molhados”.

Na banda, entre 1973 e 1974, gravou dois álbuns. Um deles, chegou à marca de um milhão de cópias vendidas e gerou vários sucessos, como “Rosa de Hiroshima”.

 

CARREIRA SOLO

Em 1974, Ney saiu da banda “Secos e Molhados”. Um ano depois, lançou o primeiro disco solo, batizado de “Água do Céu – Pássaro”, considerado muito extravagante na época.

Dois anos depois, veio o reconhecimento merecido através do álbum “Bandido”, considerado o espetáculo mais ousado da carreira do cantor e performático.

A canção “Bandido Corazón” foi composta por Rita Lee e tornou-se um grande sucesso na voz de Ney.

 

O trabalho também conta com outros sucessos como: “Pra não morrer de tristeza” e “Gaivota”.

Em 1979, conheceu Cazuza.

Ney Matogrosso terminou a década de 70 senso ameaçado várias vezes pelo regime militar.

Nessa época, lançou sucessos como: “Pro Dia Nascer Feliz,” “Vereda Tropical” e “Amor Objeto”.

 

DÉCADA DE 80

Em 1983 lançou o disco “...Pois É”, cujos maiores sucessos foram “Pro Dia Nascer Feliz” - gravada também pelo grupo Barão Vermelho e composta pelos integrantes Cazuza e Frejat - e “Calúnias”.

 

3 anos depois, lançou o álbum “Bugre”, época onde o rock brasileiro se expandiu no mercado fonográfico. Por isso, o disco apresentou uma sonoridade pop com alta dose de eletrônica.

No entanto, o trabalho não emplacou.

Por isso, um ano depois, Ney Matogrosso entrou em uma nova fase com o LP “Pescador de Pérolas”.

Nele, o cantor mostra uma faceta mais segura, abandonando as maquiagens, de terno e atraindo um novo público.

O álbum conta com sucessos como: “Dos cruces” e “Da Cor do Pecado”.

 

DÉCADA DE 90

Em 1993, gravou o álbum “As Aparências Enganam” junto com o grupo Aquarela Carioca.

Nesta época, Ney se dedicou a projetos especiais. Um deles foi em 94, com o álbum “Estava Escrito”, composto totalmente por canções originalmente gravadas por Angela Maria.

Sucessos como “Estava Escrito” e “Desejo” estão presentes no disco.

 

Em 1996, lançou o bastante elogiado “Um Brasileiro”, apenas com canções de Chico Buarque.

 

DÉCADA DE 00

Em 2001, lançou o álbum de sucesso “Batuque”, no qual contou com a participação especial do grupo “Nó em Pingo D´Água” em várias faixas.

O disco conta apenas com canções anteriores à revolucionária década de 1960, priorizando canções de Carmen Miranda.

“Samba Rasgado” e “Maria Boa” fazem parte do trabalho.

 

Em 2004, com o projeto “Vagabundo”, canta com o grupo carioca Pedro Luís e a Parede com produção de Carlos Matau, obtendo relevante sucesso de público e crítica.

Em 2008, os 15 primeiros discos do artista foram reeditados em CD, na caixa “Camaleão”.

No mesmo ano, protagonizou o especial da Rede Globo, cantando músicas de Cazuza.

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ANOS 2010

Ney Matogrosso também fez carreira fora dos palcos. Em 2011, participou do curta-metragem Fca Carla, como o médico Dr. Virgílio.

Um ano depois, lançou o documentário “Olho Nu”, um autorretrato em terceira pessoa que atravessa a carreira do cantor e reúne um rico acervo audiovisual.

Em 2019, Ney lançou o disco “Bloco na Rua”. Em seguida, realizou uma turnê de mesmo nome do álbum. Ela foi interrompida pela pandemia da Covid-19 e foi retomada neste ano.

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